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Amigos

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011



O QUE EU FAÇO COM QUE SINTO POR VOCÊ


Numa determinada oportunidades reencontraram vários amigos verdadeiros e antigos a fim de celebrarem o casamento de mais deles. Reencontro que trouxe muitas sensações e reflexões. Pois de fato a cada vez que acontece tal confraternização fica evidente o transcurso do tempo, serve como se fosse a materialização do que já vivemos. Alguns quilos a mais, cabelos a menos e alguns de cor diferente da original. O Tempo, criação do Divino e que é livre por natureza. Ele existe, convivemos com ele e pronto! Essa convivência é que para uns tona-se mais doce e para outros, mais amarga. Mas o tempo segue seu caminho apesar de tudo e de todos!
Pois bem, depois de todos os amigos terem chegado resolveram se concentrar para conversar e relembrar seus momentos. Para variar as histórias que os alegram são as mesmas contadas pelos mesmos, mas as risadas sempre diferentes. Muito bom isso! Outra prova de que a amizade é real. E que o tempo fez bem para eles.
O motivo para aquela reunião é o casamento de um deles, um dos mais novos, mas todos vieram para reafirmar o vínculo que os une. E logo começou a serem repassadas as aventuras de cada um. Logicamente sob a ótica daquele que contava a história. Com partilhada por todos ou pela maioria deles. Boas risadas e mais uma vez, tentavam justificar o injustificável ato praticado em tempos passados. Fosse o que aconteceu durante o período de faculdade ou mesmo após. O fato é que eles tiveram seus momentos e fases juntos.Mas cada um estava ao seu modo feliz e construindo sua estrada Cada Andarilho estava vivenciando suas escolhas.
Boas foram as festas, os churrascos para assistirem aos jogos de futebol, os congressos, as viagens de férias. Excelente a experiência de passar a fazer parte da vida do outro sem interesse se não o bem de cada um. Isso independentemente do tempo. Aqui cabe uma reflexão acerca da eterna incompatibilidade entre o Tempo e Amor. Não importa seja o amor fraterno que os une como verdadeiros irmãos ou até mais, pelo fato de terem escolhido ser amigos um do outro; não importa se o amor é o familiar, ou o amor que existe entre os amantes. O tempo ignora o tipo e se mostra totalmente indiferente a ele. Do outro lado, o amor quer estreitar os laços com o Tempo, mas infrutíferas suas tentativas. Não restando alternativa senão aprender a conviver o desprezo do tempo. Assim quem assiste impotente, ao embate de ambos, somos nós!
Essa reflexão surgiu exatamente durante a conversa entre o grupo de amigos, pois que cada um está caminhando por sua estrada.
E ao longo desse Caminho eles semeiam suas esperanças, aprendem com a observação do trajeto escolhido, curam feridas, alimentam amizades, buscam sempre o novo e o melhor! Mas há também, o momento da saudade. Nenhum deles é capaz de ignorar a intensidade da infância, juventude e dos dias atuais.
Por tal razão fica clara a indiferença do Tempo no que diz respeito ao Amor. O tempo faz com que cada um siga sua trilha. O tempo mostra que os acontecimentos devem ser guardados, mas a caminhada deve continuar. O tempo mostra que as pessoas entram e saem de nossas vidas. Mesmo assim devemos continuar. O tempo não aceita a conviver com o Amor. Os dois não se toleram e, por isso, talvez, seja que ambos protagonizam tantas e tantas histórias.
Neste sentido, um dos amigos ponderou: - quem de nós passou pela situação de que não queria nenhum relacionamento amoroso sério, mas mesmo assim a pessoa insistiu em aparecer? Ou já ouviu de alguém: -  Você chegou na minha vida 45 minutos atrasado, seremos apenas amigos”. Caramba, essa última é cruel!!!!
O Amor em represália ao desprezo do tempo deixou de usar relógio, deixou de observar a fase de vida está; o Amor não quer saber se é dia ou noite. Do outro lado o Tempo ignora se você e a pessoa amada são da mesma cidade e ele precisa regressar. O Tempo aproveita para irritar o amor quando ele aparece durante as férias ou na fase do colégio. O Tempo ignora tudo e passa por cima do Amor. Muito embora fique machucado o Amor não morre! Depois disso, um dos amigos, o que estava casando disse: - Creio que exista um momento em que o Tempo e o Amor se permitam conviver, durante o repouso de ambos. Mas nessa hora, o amor aparece sem avisar e nos surpreende. O tempo parece parar. Então fica evidente que durante o sono do Tempo e do Amor um sonha com o outro. O Amor quer ser onipresente. O Tempo quer ser Imprevisível. Logo a união deles é uma coisa de outro mundo. O Tempo destruiu muitas coisas ao longo da existência humana segundo a ótica de vários poetas. O Amor construiu, matou, doeu, viveu, foi embora, retornou, lutou, dormiu, gerou, enfim o Amor faz de tudo, também, sob a ótica dos escritores. De fato o que fica claro é que todos os Amigos conhecem o Tempo e conhecem o Amor. Todos os Amigos são próximos de ambos. Mas nunca podem levar um na festa do outro. Diante dessa constatação surgiu uma ponderação proposta por um dos Amigos que estava o tempo todo calado, ele compartilhou: “essa coisa do amor e o tempo não se respeitarem é uma das maiores bobeiras que já escutei. Não concordo com nada do que foi dito, em verdade eu creio que o Tempo e o Amor são parceiros, pois eu mesmo, após tanto tempo ainda consigo conviver com o Amor da Minha vida. Mesmo estando ela na vida de outro. Mas o Tempo não me tirou isso. Agora vamos celebrar”!
Fiquem em paz!



Um comentário:

  1. Muito Bom, Léo!!! Conseguiu passear com suavidade e amor, pela linha do tempo!
    Ah! Conheço esse casamento!!rs
    Parabéns pelo belo texto
    Abs Tiago Lobão

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