Nesta última noite de 28 de Junho de 2011 os Friburguenses e a Cidade perderam um Ser Humano que como poucos aliou autodeterminação empreendedorismo e cidadania. Ser um empreendedor de sucesso não o distanciou da plena consciência social. Tanto que sempre atuou positivamente em prol da sociedade. Quer fosse no cenário político, empresarial e, também, no Rotary Club Nova Friburgo. Foi coerente e atuante em sua vida pública. Tive a honra de participar de uma reunião conjunta do Rotary Club Nova Friburgo e o Rotaract Club Cão Sentado de Nova Friburgo no ano 2000, onde dentre os mais Antigos Membros Fundadores do Clube foi dito pelo Senhor Paulo Cordeiro o seguinte: “...aproveitem a oportunidade de aprender a servir...”. Não tive intimidade com ele e tampouco com seus familiares, mas todos devem saber que ele deixou essa lição para minha vida. Foi destemido como poucos. No dia de hoje, seu exemplo é ainda maior que sua perda. Siga em Paz e aos Familiares e Amigos fiquem em Paz!
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
O Andarilho - A busca pela vida (Por Leonardo Penna)
Curioso como passamos por tantos experimentos em nossa existência e a poucos damos real atenção. Temos a oportunidade de experimentar o gosto, o cheiro, o toque, o belo e o feio. Nos é permitido escolher, mas não nos damos conta disso. Este cenário é um terreno fértil para o tédio. Por mais que tenhamos a sensação de satisfação, sempre é possível ir além. Devemos sempre buscar o nosso melhor, pois assim conquistaremos tudo que é nosso por direito divino.
Certa vez ouvi a lenda de um poderoso e rico fazendeiro, herdeiro de uma fortuna material incalculável, proprietário de uma inimaginável extensão de terra, senhor de vários empregados. Era tão rico que não conseguia pensar em alguma coisa que não pudesse ter. Sua esposa era uma senhora íntegra e zelosa pela casa e educação dos filhos. Ele se considerava uma pessoa plenamente realizada.
Certa vez ouvi a lenda de um poderoso e rico fazendeiro, herdeiro de uma fortuna material incalculável, proprietário de uma inimaginável extensão de terra, senhor de vários empregados. Era tão rico que não conseguia pensar em alguma coisa que não pudesse ter. Sua esposa era uma senhora íntegra e zelosa pela casa e educação dos filhos. Ele se considerava uma pessoa plenamente realizada.
Mas, nem tudo era tão belo como se podia imaginar. O próspero senhor, sempre ao final de seu dia, nutria uma sensação de tristeza e vazio. Ao chegar a sua casa e ser recebido pela mulher e filhos, quando se sentava em sua sala de leitura era tomado por um sentimento que o deixava desconfortável. Sentimento este que não conseguia evitar. Tinha tudo o que o dinheiro podia comprar. Seus desejos e dos familiares eram sempre atendidos de maneira breve e ágil, sem esforço.
Sentia-se como se estivesse concluído o seu tempo de vida. Por ser poderoso e rico, pensava que poderia determinar a duração de sua existência, assim como controlava seus empregados e negócios. Na verdade, estava sem vontade de viver, pois fundava seu intento sob a ótica exclusivamente material e, como tudo já possuía, perdera a conexão com a conquista, que era o que o mantinha estimulado. Sentiu-se tomado pelo amargor da inutilidade, delirou achando-se completamente dispensável e o medo da loucura se instalou.
Decidiu embriagar-se para conseguir dormir. Na manhã seguinte, acordou juntamente com o sol. Vestiu-se e mandou que preparassem seu melhor cavalo para ir até a cidade. Não esperou seu capataz, partiu solitário. Estava decidido a pedir que alguém lhe tirasse a vida. Durante a cavalgada foi tomado pelo sentimento de inutilidade que tanto o assombrava. Uma sensação de vazio o deixou tonto, e caiu do cavalo. A queda ocorreu justamente num lugar pouco habitado, mas ainda dentro dos limites de sua propriedade.
Foi socorrido por um jovem que caminhava pela estrada em direção ao trabalho. O jovem lhe deu água, tirou de seu embornal um pedaço de pão e o alimentou. O senhor da fazenda aos poucos foi retomando a consciência e percebeu que aquele jovem que o socorrera e o deixara repousando sob uma árvore, protegido do sol, o devolvera à vida. O rico senhor lembrou-se do nascer do sol que presenciara naquela manhã, deitado sob aquela árvore, observando os verdes tons da mata. Recordou-se do frescor da água com que fora lavado seu rosto após a queda e o sabor do pão que o revigorou.
Levantou-se, montou seu cavalo, seguiu viagem até a cidade. Durante o trajeto seus ouvidos foram tocados pelo canto dos pássaros e viu como eram imponentes e cheios de força os rios que cortavam suas propriedades. Com isso novamente sentiu-se integrado ao mundo. O vazio fora preenchido de vida.
Só assim percebeu o óbvio, que por muitos anos ignorou: sempre acontecem coisas comoventes e essenciais a nos mostrar o quanto é importante o equilíbrio entre o divino e o material.
Fiquem em paz!
Sentia-se como se estivesse concluído o seu tempo de vida. Por ser poderoso e rico, pensava que poderia determinar a duração de sua existência, assim como controlava seus empregados e negócios. Na verdade, estava sem vontade de viver, pois fundava seu intento sob a ótica exclusivamente material e, como tudo já possuía, perdera a conexão com a conquista, que era o que o mantinha estimulado. Sentiu-se tomado pelo amargor da inutilidade, delirou achando-se completamente dispensável e o medo da loucura se instalou.
Decidiu embriagar-se para conseguir dormir. Na manhã seguinte, acordou juntamente com o sol. Vestiu-se e mandou que preparassem seu melhor cavalo para ir até a cidade. Não esperou seu capataz, partiu solitário. Estava decidido a pedir que alguém lhe tirasse a vida. Durante a cavalgada foi tomado pelo sentimento de inutilidade que tanto o assombrava. Uma sensação de vazio o deixou tonto, e caiu do cavalo. A queda ocorreu justamente num lugar pouco habitado, mas ainda dentro dos limites de sua propriedade.
Foi socorrido por um jovem que caminhava pela estrada em direção ao trabalho. O jovem lhe deu água, tirou de seu embornal um pedaço de pão e o alimentou. O senhor da fazenda aos poucos foi retomando a consciência e percebeu que aquele jovem que o socorrera e o deixara repousando sob uma árvore, protegido do sol, o devolvera à vida. O rico senhor lembrou-se do nascer do sol que presenciara naquela manhã, deitado sob aquela árvore, observando os verdes tons da mata. Recordou-se do frescor da água com que fora lavado seu rosto após a queda e o sabor do pão que o revigorou.
Levantou-se, montou seu cavalo, seguiu viagem até a cidade. Durante o trajeto seus ouvidos foram tocados pelo canto dos pássaros e viu como eram imponentes e cheios de força os rios que cortavam suas propriedades. Com isso novamente sentiu-se integrado ao mundo. O vazio fora preenchido de vida.
Só assim percebeu o óbvio, que por muitos anos ignorou: sempre acontecem coisas comoventes e essenciais a nos mostrar o quanto é importante o equilíbrio entre o divino e o material.
Fiquem em paz!
(Fonte: Jornal A Voz da Serra – Caderno Light – 25 a 27 de junho 2011)
terça-feira, 21 de junho de 2011
QUEM SERÃO NOSSOS PRÓXIMOS VEREADORES?
O Período eleitoral se aproxima e para tanto devemos estar atentos e buscando, sempre, informações sobre pessoas que possam contribuir para a melhoria das condições de nossa Comunidade. Neste sentido, proponho expormos o perfil e as atuações de Cidadãos que estejam habilitados a concorrer no próximo Pleito.
Vamos expor nossas opiniões e comentários.
Forte Abraço,
Leo Penna.
Eu inicio pelo Gilberto Salarini!
Funcionário do INSS durante 35 anos, sendo, nos últimos 10 anos como Gerente da Agência – Nova Friburgo;
Vereador por 03 mandatos;
Presidente da Câmara Municipal de Nova Friburgo;
Vice-Prefeito;
Prefeito Interino;
Candidato a Deputado Estadual em 2002 obtendo 17.000 votos;
Quando vice-prefeito viabilizou a vinda dos Cursos Superiores para Nova Friburgo, com a Universidade Estácio de Sá, abrindo caminho para outras Instituições de Ensino Superior;
Como Vereador, tem inúmeros Projetos de relevância para a nossa Comunidade, cito o Projeto que cria a Engenharia, Arquitetura e Agronomia Pública que atualmente permite que a População Carente tenha o acompanhamento de Arquitetos, Engenheiros a fim de projetarem e acompanharem as obras sem custo para o cidadão;
Possivelmente o Gilberto Salarini será candidato a Vereador nas próximas eleições.
O que cada de Vocês acham dessa idéia?
segunda-feira, 6 de junho de 2011
A diversidade na adversidade
O Andarilho - A diversidade na adversidade - 04 a 06 de junho 2011 – JORNAL A VOZ DA SERRA – NOVA FRIBURGO - RJ
Por Leonardo Penna
O andarilho caminhava pela margem de um rio com forte correnteza. Diante do grande volume de água, pensava numa forma de alcançar sua outra margem, para então continuar sua viagem. Ele pensou em atravessar nadando, mas percebeu que não seria capaz de suportar a força das águas. Buscou alguma parte onde fosse a distância menor entre as margens, mas não encontrou. Percebeu que a noite se aproximava e decidiu acampar ali mesmo. Providenciou seu abrigo, preparou sua refeição e deitou, passando a contemplar e refletir com as luzes da noite. As estrelas formavam um emaranhado que, com o tempo, os olhos dissolvia. Punhados de estrelas formavam belos desenhos. Alguns para o andarilho eram impossíveis de decifrar, tal como era a travessia até aquele momento.
O jovem percebeu que estava a pensar no problema e não na solução. Naquele exato instante concluiu que a travessia aconteceria sim, desde que conseguisse auxílio. Percebera que sozinho não conseguiria atingir sua meta. Logo depois adormeceu sob o manto estrelar e tendo seu sono velado pela lua. Logo cedo os primeiros raios do sol o acordaram, espreguiçou e iniciou sua caminhada rumo à vila de pescadores, próxima do local onde dormira. Após algum tempo caminhando alcançou seu destino e solicitou ajuda ao pescador mais antigo daquele povoado. Disse-lhe que precisava atravessar o rio, mas não tinha condições de fazê-lo sozinho. Com isso, o velho pescador se ofereceu para levar o jovem ao outro lado do rio em seu barco. Na verdade, um pequenino e velho barco.
O jovem percebeu que estava a pensar no problema e não na solução. Naquele exato instante concluiu que a travessia aconteceria sim, desde que conseguisse auxílio. Percebera que sozinho não conseguiria atingir sua meta. Logo depois adormeceu sob o manto estrelar e tendo seu sono velado pela lua. Logo cedo os primeiros raios do sol o acordaram, espreguiçou e iniciou sua caminhada rumo à vila de pescadores, próxima do local onde dormira. Após algum tempo caminhando alcançou seu destino e solicitou ajuda ao pescador mais antigo daquele povoado. Disse-lhe que precisava atravessar o rio, mas não tinha condições de fazê-lo sozinho. Com isso, o velho pescador se ofereceu para levar o jovem ao outro lado do rio em seu barco. Na verdade, um pequenino e velho barco.
O andarilho preocupou-se com o estado da embarcação e a idade do barqueiro. Mesmo assim, ambos embarcaram e iniciaram a travessia. Dois remos e força de vontade para servir. O inexperiente andarilho começou a pensar que eles não conseguiriam alcançar a outra margem. Mas o velho senhor garantiu que estariam do outro lado do rio em pouco tempo e passou a remar. Neste momento, o passageiro percebeu que cada remo tinha a letra “a”. Imaginava qual o significado daquelas inscrições. Sem suportar a curiosidade, questionou: “Senhor barqueiro, qual a razão das letras gravadas nos remos?” O velho senhor sorriu e continuou a remar. Passados mais alguns instantes, ele então respondeu: “Filho, jogue a âncora, chegamos onde desejava. O barqueiro pegou os remos, desembarcou e mostrou a frente da canoa, onde havia mais uma letra “a”, intrigando ainda mais o jovem, que indagou de novo: “Qual o significado das três letras a?”.
O ancião respondeu: “A letra inscrita no barco significa autoconfiança. Já as que estão inscritas nos remos significam acreditar e agir. Para atingir sua meta, que era o outro lado do rio, você precisou de autoconfiança, mas antes decidiu acreditar que era possível e depois agiu para atingir seu intento. Guarde isso, menino, pois assim suas metas serão sempre possíveis, desde que acredite e aja na mesma intensidade. As metas sempre serão alcançadas quando acreditar e agir de acordo com sua capacidade, sem comparações”.
Continuando sua estrada após a instrução recebida, chegou até uma praia e decidiu ali acampar, para prosseguir no dia seguinte e conquistar mais uma de suas metas. Antes de adormecer, porém, sob o mesmo manto estrelar e tendo a lua como sua protetora, observou como os oceanos agregam os rios, indistintamente. Mesmo aqueles riachos são tratados pelo mar tal como aquele imponente que exige um barco e um experiente barqueiro para atravessá-lo.
Felizes aqueles que conseguem agregar os diversos sob o manto da igualdade.
Fiquem em paz!
Fiquem em paz!
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