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domingo, 23 de junho de 2013

Prezados e Estimados

chegou nossa hora e o tempo é este.
Assim, vamos escrever e deixar nossas mentes agirem.
Conto com a colaboração dos participantes deste Blog para pensarmos e ponderarmos sobre este momento em que experimentamos o exercício da cidadania de forma tão pura e intensa.
Fraternalmente.
Leo Penna

domingo, 17 de fevereiro de 2013

república das "pulseirinhas"



Inusitado como nós conseguimos incrementar o simples e criar subterfúgios para justificar o injustificável.
Impressionante como podemos separar o inseparável por meio de cores em nossos punhos. Cores estas capazes impedir o livre trânsito e tratar os desiguais de forma desigual e os iguais de forma desequilibrada a fim de obter um resultado justificável, mas longe do justo. Entretanto devemos louvar a iniciativa e a criatividade dos Nossos Representantes.
Quero ratificar minha posição mas a cada dia meu espaço fica mais limitado. Pretendo participar mas já começo a desistir e me aproximar das plantas da horta e dos pássaros.
A Curva começa ser um bom refúgio. O domínio compartilhado realmente se faz presente nos mínimos detalhes.
As pulseiras nos conduzirão ao bom convívio e ao novo point dos amigos.
Que bom pelo menos não colocaremos nossas vidas em risco quando quisermos sair para beber um cerveja e/ou receber os amigos.
Já já teremos um serviço executivo de transporte de pessoas até suas residências tal como ocorre na cidade do Rio de Janeiro, pessoalmente torço por isso.
Até lá vamos aprendendo a conviver com a nova ordem e nos adequando aos comandos da República das Pulseirinhas!!!
Saúde e Força!
Fiquem em Paz!!!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O encontro do Tempo com o Amor


JONAL A VOZ DA SERRA
CADERNO LIGHT
PUBLICAÇÃO 14 a 16 de janeiro 2012
O Andarilho - O encontro do Tempo com o Amor
Por Leonardo Penna
Em determinada oportunidade reencontraram vários amigos verdadeiros e antigos, a fim de celebrarem o casamento. Reencontro que trouxe muitas sensações e reflexões, pois, de fato, a cada vez que acontecia tal confraternização ficava evidente o transcurso do tempo, servindo como se fosse a materialização do já vivido. Alguns quilos a mais, cabelos a menos. 
O Tempo, criação do Divino e que é livre por natureza, existe. Convivemos com ele e pronto! Tal convivência para uns torna-se mais doce; para outros, mais amarga. Mas o tempo segue seu caminho apesar de tudo e de todos!
Pois bem: depois de todos os amigos terem chegado, resolveram se concentrar para conversar e relembrar seus momentos. Para variar, as histórias que os alegravam eram as mesmas, contadas pelos mesmos, mas as risadas sempre diferentes. Muito bom isso! Outra prova de que a amizade era real. E que o tempo fez bem para eles.
O motivo para aquela reunião era o casamento de um deles, um dos mais novos, mas todos vieram para reafirmar o vínculo que os unia. E logo começou a serem repassadas as aventuras de cada um, logicamente sob a ótica daquele que contava a história, compartilhada por todos ou pela maioria. Boas risadas e, mais uma vez, tentavam justificar o injustificável ato praticado em tempos passados, fosse o que aconteceu durante o período de faculdade ou mesmo após. O fato é que eles tiveram seus momentos e fases juntos, mas cada um estava, a seu modo, feliz e construindo sua estrada. Cada andarilho estava vivenciando suas escolhas.
Boas foram as festas, os churrascos para assistirem aos jogos de futebol, os congressos, as viagens de férias. Excelente a experiência de passar a fazer parte da vida do outro sem interesse que não o bem de cada um. Isso, independentemente do tempo.
 
Aqui cabe uma reflexão acerca da eterna incompatibilidade entre o Tempo e Amor. Não importa seja o amor fraterno que os une como verdadeiros irmãos ou até mais, pelo fato de terem escolhido ser amigos um do outro; não importa se o amor é o familiar, ou o amor que existe entre os amantes. O tempo ignora o tipo e se mostra totalmente indiferente a isto. Do outro lado, o Amor quer estreitar os laços com o Tempo, mas são infrutíferas suas tentativas, não restando alternativa senão aprender a conviver com o desprezo do tempo. Assim, quem assiste impotente ao embate de ambos somos nós!
Tal reflexão surgiu exatamente durante a conversa entre o grupo de amigos, pois cada um caminhava por sua estrada e, ao longo desse caminho, semearam suas esperanças, aprenderam com a observação do trajeto escolhido, curaram feridas, alimentaram amizades, buscaram sempre o novo e o melhor! Mas há também o momento da saudade. Nenhum deles é capaz de ignorar a intensidade da infância, juventude e dos dias atuais.
Por tal razão fica clara a indiferença do Tempo no que diz respeito ao Amor. O tempo faz com que cada um siga sua trilha. O tempo mostra que os acontecimentos devem ser guardados, mas a caminhada deve continuar. O tempo mostra que as pessoas entram e saem de nossas vidas e, mesmo assim, devemos continuar. O tempo não aceita conviver com o Amor. Os dois não se toleram e, por isso, talvez, ambos protagonizam tantas e tantas histórias.
Neste sentido, um dos amigos ponderou: “Quem de nós passou pela situação em que não queria nenhum relacionamento amoroso sério, mas mesmo assim a pessoa insistiu em aparecer? Ou já ouviu de alguém ‘Você chegou na minha vida 45 minutos atrasado, seremos apenas amigos’”. Caramba, esta última é cruel!
O Amor em represália ao desprezo do tempo deixou de usar relógio, deixou de observar a fase de vida em que está; o Amor não quer saber se é dia ou noite. Do outro lado, o Tempo ignora se você e a pessoa amada são da mesma cidade e ele precisa regressar. O Tempo aproveita para irritar o amor quando ele aparece durante as férias ou na fase do colégio. O Tempo ignora tudo e passa por cima do Amor. Muito embora fique machucado, o Amor não morre!
 
Depois disso, um dos amigos, o que estava casando, disse: “Creio que exista um momento em que o Tempo e o Amor se permitam conviver, durante o repouso de ambos. Mas nessa hora o amor aparece sem avisar e nos surpreende. O tempo parece parar. Então fica evidente que durante o sono do Tempo e do Amor um sonha com o outro. O Amor quer ser onipresente. O Tempo quer ser imprevisível. Logo, a união deles é uma coisa de outro mundo. O Tempo destruiu muitas coisas ao longo da existência humana segundo a ótica de vários poetas. O Amor construiu, matou, doeu, viveu, foi embora, retornou, lutou, dormiu, gerou, enfim, o Amor faz de tudo, também sob a ótica dos escritores. De fato o que fica claro é que todos os amigos conhecem o Tempo e conhecem o Amor. Todos os amigos são próximos de ambos. Mas nunca podem levar um à festa do outro”.
 
Diante dessa constatação surgiu uma ponderação proposta por um dos amigos que estava o tempo todo calado: “Essa coisa de amor e tempo não se respeitarem é uma das maiores bobeiras que já escutei. Não concordo com nada do que foi dito. Eu creio que o Tempo e o Amor são parceiros, pois eu mesmo, após tanto tempo, ainda consigo conviver com o Amor da minha vida. Mesmo estando ela na vida de outro. Mas o Tempo não me tirou isso. Agora vamos celebrar”.
Fiquem em Paz!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ao Camarada CHIQUINHO GARCIA!!!





Hoje a sensação para mim é de que o samba acabou.
Sensação que sei passará, mas o vazio não. A vida seguirá seu rumo e o samba, igualmente, seguirá pela avenida.
A Família e os Amigos conquistados ao longo da existência sua Terra aprenderão a continuar sem a sua presença física e sua alegria.
Sentiremos falta de suas brincadeiras.
Nossas lágrimas hoje rolam por nossas faces e nossos corações ficam apertados.
A partir deste ano a Avenida Alberto Braune estará mais vazia e menos alegre.
Lembranças ficarão e elas servirão como bálsamo para todos nós. 
Hoje para mim parece que o samba acabou, mas ele resistirá a mais essa dor. Alguns conseguirão inspiração para escrever outros, força para continuar.
Nada de tristeza exacerbada, devemos sim manter do seu jeito...alegria...samba...assim deve ser!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011



O QUE EU FAÇO COM QUE SINTO POR VOCÊ


Numa determinada oportunidades reencontraram vários amigos verdadeiros e antigos a fim de celebrarem o casamento de mais deles. Reencontro que trouxe muitas sensações e reflexões. Pois de fato a cada vez que acontece tal confraternização fica evidente o transcurso do tempo, serve como se fosse a materialização do que já vivemos. Alguns quilos a mais, cabelos a menos e alguns de cor diferente da original. O Tempo, criação do Divino e que é livre por natureza. Ele existe, convivemos com ele e pronto! Essa convivência é que para uns tona-se mais doce e para outros, mais amarga. Mas o tempo segue seu caminho apesar de tudo e de todos!
Pois bem, depois de todos os amigos terem chegado resolveram se concentrar para conversar e relembrar seus momentos. Para variar as histórias que os alegram são as mesmas contadas pelos mesmos, mas as risadas sempre diferentes. Muito bom isso! Outra prova de que a amizade é real. E que o tempo fez bem para eles.
O motivo para aquela reunião é o casamento de um deles, um dos mais novos, mas todos vieram para reafirmar o vínculo que os une. E logo começou a serem repassadas as aventuras de cada um. Logicamente sob a ótica daquele que contava a história. Com partilhada por todos ou pela maioria deles. Boas risadas e mais uma vez, tentavam justificar o injustificável ato praticado em tempos passados. Fosse o que aconteceu durante o período de faculdade ou mesmo após. O fato é que eles tiveram seus momentos e fases juntos.Mas cada um estava ao seu modo feliz e construindo sua estrada Cada Andarilho estava vivenciando suas escolhas.
Boas foram as festas, os churrascos para assistirem aos jogos de futebol, os congressos, as viagens de férias. Excelente a experiência de passar a fazer parte da vida do outro sem interesse se não o bem de cada um. Isso independentemente do tempo. Aqui cabe uma reflexão acerca da eterna incompatibilidade entre o Tempo e Amor. Não importa seja o amor fraterno que os une como verdadeiros irmãos ou até mais, pelo fato de terem escolhido ser amigos um do outro; não importa se o amor é o familiar, ou o amor que existe entre os amantes. O tempo ignora o tipo e se mostra totalmente indiferente a ele. Do outro lado, o amor quer estreitar os laços com o Tempo, mas infrutíferas suas tentativas. Não restando alternativa senão aprender a conviver o desprezo do tempo. Assim quem assiste impotente, ao embate de ambos, somos nós!
Essa reflexão surgiu exatamente durante a conversa entre o grupo de amigos, pois que cada um está caminhando por sua estrada.
E ao longo desse Caminho eles semeiam suas esperanças, aprendem com a observação do trajeto escolhido, curam feridas, alimentam amizades, buscam sempre o novo e o melhor! Mas há também, o momento da saudade. Nenhum deles é capaz de ignorar a intensidade da infância, juventude e dos dias atuais.
Por tal razão fica clara a indiferença do Tempo no que diz respeito ao Amor. O tempo faz com que cada um siga sua trilha. O tempo mostra que os acontecimentos devem ser guardados, mas a caminhada deve continuar. O tempo mostra que as pessoas entram e saem de nossas vidas. Mesmo assim devemos continuar. O tempo não aceita a conviver com o Amor. Os dois não se toleram e, por isso, talvez, seja que ambos protagonizam tantas e tantas histórias.
Neste sentido, um dos amigos ponderou: - quem de nós passou pela situação de que não queria nenhum relacionamento amoroso sério, mas mesmo assim a pessoa insistiu em aparecer? Ou já ouviu de alguém: -  Você chegou na minha vida 45 minutos atrasado, seremos apenas amigos”. Caramba, essa última é cruel!!!!
O Amor em represália ao desprezo do tempo deixou de usar relógio, deixou de observar a fase de vida está; o Amor não quer saber se é dia ou noite. Do outro lado o Tempo ignora se você e a pessoa amada são da mesma cidade e ele precisa regressar. O Tempo aproveita para irritar o amor quando ele aparece durante as férias ou na fase do colégio. O Tempo ignora tudo e passa por cima do Amor. Muito embora fique machucado o Amor não morre! Depois disso, um dos amigos, o que estava casando disse: - Creio que exista um momento em que o Tempo e o Amor se permitam conviver, durante o repouso de ambos. Mas nessa hora, o amor aparece sem avisar e nos surpreende. O tempo parece parar. Então fica evidente que durante o sono do Tempo e do Amor um sonha com o outro. O Amor quer ser onipresente. O Tempo quer ser Imprevisível. Logo a união deles é uma coisa de outro mundo. O Tempo destruiu muitas coisas ao longo da existência humana segundo a ótica de vários poetas. O Amor construiu, matou, doeu, viveu, foi embora, retornou, lutou, dormiu, gerou, enfim o Amor faz de tudo, também, sob a ótica dos escritores. De fato o que fica claro é que todos os Amigos conhecem o Tempo e conhecem o Amor. Todos os Amigos são próximos de ambos. Mas nunca podem levar um na festa do outro. Diante dessa constatação surgiu uma ponderação proposta por um dos Amigos que estava o tempo todo calado, ele compartilhou: “essa coisa do amor e o tempo não se respeitarem é uma das maiores bobeiras que já escutei. Não concordo com nada do que foi dito, em verdade eu creio que o Tempo e o Amor são parceiros, pois eu mesmo, após tanto tempo ainda consigo conviver com o Amor da Minha vida. Mesmo estando ela na vida de outro. Mas o Tempo não me tirou isso. Agora vamos celebrar”!
Fiquem em paz!



O  AMOR SEM VERGONHA

Certa  vez escrevi acerca do amor como a grande força movedora da humanidade. Continuo acreditando piamente nisso e mais, sou um incansável admirador e praticante deste sentimento sublime que o Divino repartiu conosco.
A partir dessa constatação, ouso em afirmar que o amor não se define e nem se traduz, em verdade ele se sente. O amor se demonstra sempre e apesar de tudo. Ele merece ser praticado cotidianamente. O Amor pode ser equiparado ao ato de dançar. Ato esse que quando praticado em par torna-se muito mais agradável.
Poetas já afirmaram que não se deve amar como se estivesse a contemplar nem uma obra de arte do mais iluminado dos escultores como, também, não se deve amar como se estivesse diante de uma televisão desligada.
Desnecessário nos debruçarmos sobre divagações acerca do Amor, entretanto importante é refletirmos sobre ele no todo e com a mais pura sinceridade para consigo mesmo. O Amor não deve ser medido e desta maneira o amor de pai e mãe para os filhos é idêntico.
O ato de amar deve ser praticado secretamente. O amor deve estar muito claro para quem ama depois para o amado ou amada. Não há como escrever uma cartilha com o ritual que devemos seguir para aprender a amar. Não há um lugar certo para amar e tampouco o tempo correto para tanto. Certo é que quando se ama estamos tão perto da pessoa amada que nos confundimos com ela mesmo mantendo nossa individualidade.
Outra constatação é que antes de amarmos vagamos pelo mundo, as cores estavam onde sempre estiveram a sensação de acordar e viver mais um dia era apenas a sensação de acordar e viver mais um dia. Mas depois de descobrirmos o amor, o acordar é quente como o sol, colorida como o jardim e doce como o mel puro. Depois da descoberta do amor o tempo passa e faz a gente etender uma monte de coisa. Daí a gente fala assim: "Nossa, se eu soubesse antes, tudo o que sei hj!" Será que mudaria alguma coisa, sinceramente!?
A nossa vida é uma caixinha de surpresas, é verdade, mas tem cada coisa que acontece. A Terra é redonda e de fato verdade, não tem surpresa nenhuma. Somos cercados de sinais por todos os lados e, geralmente, não somos ensinados a percebê-los, ou mesmo quando preparados não entendemos os seus significados. Por essa razão é que certaz oportunidades passam e em outros momentos deixamos as coisas acontecerem para ver onde vai dar, mas isso é patético.
Conto de fada não existe e felizes para sempre, menos ainda. O que o amor nos mostra é que o que a gente tem é o que sempre tivemos, sempre esteve ali ou lá, perto ou longe, visível ou escondido, guardado ou largado no mundo. As histórias não têm a obrigação de se repetirem, cada pessoa deve fazer a sua. Todavia, se elas se isso acontecer sem problema também!
Cada uma delas em seu enredo, começo meio e fim, será!?
A vantagem do tempo passar é a gente correr atrás do que a gente quer sem ficar mais no "e se...", " o que vão pensar...".
O amor nos possibilita viajar e divagar. Certa vez eu ouvi de uma pessoa muito querida o seguinte: “O amor da minha vida é o meu homem, mas o meu homem tá longe de ser o homem da minha vida. O homem da minha vida é mais do que o amor da minha vida. O homem da minha vida é quem me encanta quem me faz sorrir sozinha, quem me fala o que eu preciso ouvir - e não estou falando só de coisas boas não!!! As ruins também, tipo, o puxão de orelha - é quem me faz sentir mais bonita, quem me faz sentir leve. É quem me faz companhia, apesar de não estar sempre por perto. É com quem eu converso no silêncio, olho nos olhos, faço charme, fico vermelha com seus comentários mesmo depois de tantos anos. Com ele posso ser eu mesma sem sentir vergonha disso. Sem sentir vergonha de me achar boba, infantil, imatura. O homem da minha vida é a pessoa para quem eu me entrego toda, desavergonhadamente. O meu homem sabe das minhas certezas e incertezas. Sabe dos meus conflitos, sabe da minha vida, sem me julgar. Sempre esteve ali, pertinho e tenho pra mim que sempre vai estar. E o mais engraçado disso tudo é quando descobrimos que encontramos a pessoa da nossa vida JUSTO na  vida do outro, isso é muito doido!”
Sabe esse depoimento é de uma pessoa que vive separada do amor da sua vida desde quando o conheceu. Ela concluiu isso, simplesmente, permitindo vivenciar o amor durante toda sua existência.
O amor é demais, fala a verdade!
Fiquem em Paz!





A FORÇA MOVEDORA DA HUMANIDADE
A grande força movedora da humanidade...
Grande Lição do Divino...
O Caminho da Paz...
Ah...o Amor!
O amor é passível de definição? É necessário nos debruçarmos sobre divagações acerca dele? Para o praticarmos indispensável é que abandonemos algo ou alguém? O amor pode ser medido? O Amor Divino independe de qualquer coisa para existir.E o amor entre os humanos? É possível ter amor entre humano e um animal? Será pecado? Qual é o Amor maior, o da mãe ou do pai pelo filho? E o filho Ama mais o Pai ou a Mãe? E entre irmãos quem ama mais o outro? Aonde começa o Amor? Ele termina!?
O primeiro amor de uma menina, aquele que ela confessa, primeiro, para sua agenda ou seu diário e depois para sua melhor amiga é maior do que o primeiro amor de um menino que brinca de bola e nem imagina para quem vai contar?
O Amor vai embora na formatura ou se declara? O amor ignora ou desconhece? O Amor que acontece no colégio ou durante as férias é menor que o Amor que aparece na faculdade? O Amor se iguala a renúncia ou é similar a Paixão?
O amor entre os amigos é saudável ou gera vergonha? O amor entre os amigos existe ou apenas é o motivo para beber uma cerveja juntos assistindo ao jogo de Rugby entre Nova Zelândia e Austrália?
O Amor entre amigos é capaz de sobreviver aos limites territoriais dos estados brasileiros? Resiste ao descer da Serra para a capital? O Amor dentre os amigos precisa de contato diário e constante ou existe independentemente disso?
O Amor entre os “ficantes” é eterno enquanto durar ou é fugaz? O amor, entre os “ficantes”, dura o tempo da festa ou vai até o cinema no outro dia? O Amor dos “ficantes” fica ou vai?
O Amor é uma opção racional ou uma reação fisiológica?
O Amor mora em nosso coração? Ele tem sangue ou não?
O Amor pode resistir ao tempo o os dois são o mesmo? O Amor pode causar dor, sofrimento? O Amor é contradição? O Amor pode deixar de ser vivido? O amor é certeza? O Amor tem lugar para acontecer?
O amor acontece somente no alto das torres do castelo? O Amor só pode vir num cavalo branco? O Amor entre a Dama e o vagabundo é verdadeiro? E a loira pode amor o negro? O chinês amará a Americana? E a Sara poderá Amar Malik? O Amor tem cor, sabor, peso? O Amor transcende os amantes?
O amor quando cuidado floresce? Qual a cor da sua flor? O amor dá respostas ou pergunta? O amor fica em silêncio ou grita? O Amor descansa ou agita? O Amor chega ou está de partida? Ele precisa ser ratificado por palavras ou os gestos bastam? O amor vivido pelos enamorados é o mesmo daqueles que não puderam viver? O amor dos que estão juntos é o mesmo dos que foram separados? O amor surgido no Casarão é para sempre!
Como se divide o Amor?
Uma metade é Amor e outra?
O amor entre o casal cabe na cama ou precisa de mesa e banho?
O amor entre os amantes dói?
O amor entre os amantes cria? O Amor entre os amantes existe?
O casal se funda no amor?
O Amor é Divino? O Divino é Amor? É!

Fiquem em Paz!

NÃO SE PRIVE DO AMOR

Continuando a saga acerca deste sentimento tão divino que é o Amor, lembro-me que numa das cartas do Andarilho, ficou uma reflexão, mais ou menos assim: “Nossa, se eu soubesse antes, tudo o que sei hoje! Será que mudaria alguma coisa?!”
Pois bem, sentado em minha sacada, lugar onde tenho paz para me concentrar e sinto-me confortável para escrever, passei a ponderar sobre a reflexão acima deixando meus pensamentos agirem. Permitindo minhas emoções atuarem. Percebendo que meu silêncio me ensina muito.
Neste momento percebi que a razão, neste cenário, é uma peça que se encaixa ao desencaixar-se de tudo. Realmente o que sei agora é diferente do que sabia anos atrás, mas sinceramente, com o conhecimento acumulado ao longo do tempo não tenho certeza de que mudaria alguma coisa. Possivelmente, seria mais arrojado em minhas ações e não guardaria tantas palavras a espera do momento correto. Mas não deixaria o conhecimento mudar minha infância, adolescência e juventude.
Sobre minhas frustrações eu agradeço por ter experimentado o sabor amargo de cada uma no momento certo. Aos meus erros agradeço por ter tido a chance de aprender e apreender a lição contida neles. Aos amores não correspondidos ou vividos, esses, todos, formaram um ser humano mais amável, parece um antagonismo, mas é a verdade. Mesmo tendo colecionado alguns desamores, nunca me furtei em amar e buscar o amor. Talvez por isso nada racionalmente exista entre amantes. Talvez por isso o que há entre amantes é o fato de estarem sempre prontos um para o outro. Aqui, permito-me continuar a devanear acerca do delicioso exercício do amor.
Para tanto me valho novamente do testemunho de uma pessoa querida. Esse amigo, refletindo sobre o amor da sua vida, concluiu da seguinte maneira: O amor da sua vida é aquela mulher que traz de volta a sensação do sangue nas veias. É aquela que o quer pelo que ele é e o tem justamente por ser ele quem é. Sempre o teve apesar de tudo e todos e, principalmente, além do famigerado tempo e da cruel distância física. Os pensamentos estiveram desligados, aparentemente, mas em verdade se mantiveram conectados. Até mesmo em logomarcas da sua empresa o amor da sua vida se faz presente. Ele tem certeza em seu íntimo que o amor da sua vida sabe que apesar de não terem tido a chance de praticarem o que de fato são. Eles são!
Tudo realmente sempre está junto e misturado, mas a cada dia melhor e mais forte. Ele sabe que por tudo isso e por estar consciente disso, justamente por esta razão, fica comprovada a irracionalidade dessa situação. A Razão é a parte que faltava faltar!
A Razão não precisa dar sua contribuição, pois o que os dois são, independe da ação de cada um, ocorre naturalmente e sempre estará sendo reinventado. O sentimento é vivo forte e com raízes tão profundas que nuca mais será possível achar seu final se é que pode ser chamado de final algo que busca os ingredientes que nutrem o ser.
E ele, termina a exposição do seu ponto de vista afirmando que se soubesse antes, tudo o que sabe hoje nada mudaria. Continuaria sendo o homem que apenas o amor da sua vida conhece. Aquele mesmo que esperava na esquina da casa dela e ia passear mesmo que fosse apenas para a acompanhar. Continuaria sendo aquele menino que estava sempre pronto a ficar ao seu lado e olhar feio para o galego de olhos claros que a cortejava. Continuaria sendo o mesmo. Continuaria nutrindo o mesmo amor. Continuaria pedindo ao Destino que fizesse encontrar novamente com ela, pelo menos para pode lhe dizer tudo. Ele continuaria sabendo o enredo da história. Reviveria o seu início e viveria seu meio, mas o final nem pensa em escrever. Ele não quer nada de contas de fadas. Ele sabe que o amor da sua vida transformou-se numa mulher muito gostosa!
Ele sempre soube quem era o amor da sua vida e nunca repartiu isso com ela. Esse amigo apenas viveu e sentiu o amor.
E ao final ele me disse: - viva sempre o amor. Não se prive disso!
Exatamente isso que proponho a todos!
Fiquem em paz!





SERÁ POSSÍVEL VOCÊ OUVIR TUDO QUE TENHO A DIZER?

Depois de todas as demonstrações de amor que o andarilho poderia fazer. Considerando os seus encontros, aprendendo com os depoimentos, aproveitando os amigos, enfim, vivendo tudo durante esta odisséia maravilhosa que é falar sobre o amor, ele se deparou com o temor dos amantes. E neste momento ele fez um último pedido depois de tudo: Será possível você ouvir tudo que tenho a dizer e, por favor, não dizer nenhuma palavra?
Eu gostaria que pudéssemos, eu e você, retornarmos no tempo ao exato instante em que nos conhecemos. A primeira vez que nos encontramos.
Adoraria sentir novamente tudo que passou naquele momento. Exatamente igual, inclusive com a mesma inocência e o total desconhecimento do que aquele instante significaria para minha vida. Tenho curiosidade para saber quando exatamente eu passei a sentir por você o que sinto. Tenho curiosidade para descobrir o que sentes por mim. Exatamente naquele momento em que a “Partícula de D-us” que os cientistas querem encontrar se fez presente entre nós.
Quando eu descobri o que sentia por você? Sinceramente não é possível para mim identificar. Quero saber o que você sentia quando eu a acompanhava em passeios pelas ruas da nossa cidade? Quero saber se realmente você gostava dessa companhia ou não? Gostaria muito de saber o que tinha de especial o Galego para ter sido o escolhido? Gostaria muito de saber qual teria sido o gosto do seu beijo? Gostaria muito de ter sido seu namorado?
Todavia, o que resta ao andarilho agora é apenas caminhar pela sua estrada, ponderando como se separou dela. Você se recorda quando foi isso? Você sabe o que fez a separação acontecer? Mas por favor, lembre-se que nunca mentimos um para o outro. Por tal motivo, confesso que meu coração se partiu pouco a pouco por conta desta separação.
Estranhamente a dor foi intensa e insuportável por vários anos; parecia que nunca esqueceria todas as lágrimas. Você é uma parte especial da minha vida. Isso é fato! Você me deu boas lembranças que me acompanham pela estrada. Você foi meu primeiro amor isso é imutável.
Será que você acabou de ouvir? Será que eu acabei de falar? Eu gostaria que você se lembrasse do exato instante quando nós nos conhecemos? Queria saber o momento em que nos separamos?
Essa separação pode ser comparada com a despedida simbólica a qual ocorre quando um dos nossos Entes Queridos parte no navio. Ele embarca e nós ficamos no porto observando e cada vez mais o navio fica pequenino e distante até que some de nossas vistas. Ficamos com o vazio e a sensação de que um dia nos reencontraremos, mas existe a dor da separação.
Por conta dessa separação impossível não surgirem questionamentos: o amor é um poder ou um sentimento? Ele desfaz o espaço que existe entre as pessoas? E a separação, cria uma fenda? O amor faz ser um no outro? A separação faz com dos dois se tornem meio? A separação como fim do amor nos mostra que sentiremos dor? As lembranças serão o bálsamo? As lembranças farão com nossa alma voe livremente? A separação é o fim do amor? Neste caso a separação seria um sinônimo de vazio? Podemos esquecer o adeus? E a saudade tem fim? O Amor, afirmam os sábios, não acaba. Então o que é a separação?
Fiquem em paz!

AO SER HUMANO JUAREZ SCHUENCK

Prezados,
Nesta última semana que antecedeu as celebrações de Nascimento de Jesus Cristo, ao que parece o Aniversariante escolheu nosso amigo Juarez como seu presente e, ele, como sempre foi obediente aos Comandos divinos acolheu o chamamento e se foi para junto do Senhor.
Eu tive a oportunidade de conviver com ele durante o período em que trabalhei na Universidade onde ele se graduou em Fisioterapia. Durante esse tempo observei como os demais alunos e, também, seus professores aprendiam a gostar dele.
Verificava como se destacava na arte de conquistar amigos e fãs. Sempre teve uma palavra amiga comigo. Lembro de uma oportunidade que e um primo foram até minha casa e lá fizemos um churrasco apenas nós três e ficamos por horas rindo e eu desfrutando da companhia dele.
Juarez a todo instante ele se demonstrava fiel aos Princípios que escolhera para sua vida; responsável para com sua família, digno para com o amigos e verdadeiro com TODOS.
Em sua turma logo se transformou num consenso em ser ele o símbolo daquele grupos de alunos. Recebeu, de forma carinhosa o apelido JUARÁ, penso que seja esse mesmo. Perdão se me esqueci.
Esse foi o nome da Turma, tributo ao Amigo e companheiro de aulas e aprendizado. Desta forma seus colegas de classe e os amigos verdadeiros que conquistou encontraram para demonstrar o amor Fraternal a gratidão e o reconhecimento.
Mas, seu tempo entre nós, fisicamente, cessou. O Divino o chamou e ele atendeu, deixando seus familiares e amigos.
Esteja em paz Juarez, seu legado entre nós será eterno.
O Senhor cuidará de sua família e seu filho conduzirá seu bom nome.
Fiquem em paz!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

ACREDITAR E AGIR - FAÇAMOS UMA NOVA FRIBURGO

PENSEMOS COMO EQUIPE, TODOS OS FRIBURGUENSES...
AJAMOS COMO EQUIPE...TODOS JUNTOS...
SEJAMOS UMA EQUIPE...NOVA FRIBURGO!!!

No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade.(Albert Einstein)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Informações

Prezados,
Como forma de mantermos atualizadas as informações, solicito que quem puder deixe aqui seu testemunho sobre o lugar onde reside.
Seu bairro fora afetado pelo evento climático?
A localidade recebeu alguma intervenção?
Alguém próximo de sua casa ainda precisa de auxílio?

Penso que assim poderemos de maneira mais ágil e menos burocrática atuar de forma positiva diante das situações que surgirem.

Aguardo a participação de todos.
Forte Abraço.
Leonardo Penna

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O Andarilho - A fraternidade, irmã gêmea da tolerância - Jornal A Voz da Serra – ed. 16 a 18 de julho 2011.(O Andarilho - A fraternidade, irmã gêmea da tolerância - Jornal A Voz da Serra – ed. 16 a 18 de julho 2011. (por Leonardo Penna)


Convivemos numa fase da existência humana em que alguns princípios decresceram na graduação de importância. Pessoalmente, penso que a fraternidade foi um desses princípios humanos deixados de lado. Devemos estar atentos e lembrarmos que somos filhos do mesmo Pai. Compomos o todo e este nos compõe. Somos a imagem e semelhança do divino. Respeitemos esta verdade!

A fraternidade transcende a união, a convivência em paz e a concórdia entre irmãos carnais. Esta definição parte da premissa de que existe entre nós um laço natural que nos une. No caso de irmãos biológicos, o laço de sangue, que tão profundamente vincula os familiares. A fraternidade é irmã gêmea da tolerância, pois sem esta seria impossível a existência da primeira.

A tolerância, outro princípio que deixamos de exercitar nos tempos atuais, constitui o princípio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um. Neste contexto, ouso concluir ser a tolerância uma virtude, e a intolerância um vício. Exaltemos, pois, a virtude e enclausuremos os vícios.

É humanamente impossível querer que pessoas das mais variadas índoles, dos mais variados níveis de cultura, ou das mais variadas tradições culturais, ou dos mais variados níveis sociais, vindos das mais diversas religiões, vivam em permanente harmonia, mas nunca poderão ignorar a fraternidade no sentido transcendental. A fraternidade é conseguida através de um laço que se poderia chamar de cumplicidade.

Essa cumplicidade nasceu em tempos imemoriais e se funda essencialmente em nossa ascendência divina. Ela se ratifica no compartilhamento de boas ações. A fraternidade se fortalece nos bons pensamentos. Ela nos faz reconhecer os irmãos e zelar por eles.

É essa gama de atos e fatos ligados à estrutura básica da vida que faz nascer essa ligação de cumplicidade, que gera a fraternidade divina. Os laços imateriais unidos àqueles que podemos ver e tocar são reforçados com a prática da fé, compreensão e caridade, com a solidariedade e ações. Uma das coisas mais importantes no convívio da sociedade humana é a mútua compreensão. Se não houver compreensão entre as pessoas que frequentemente têm de se cruzar nos caminhos da vida, então o convívio se tornará difícil, o espírito de solidariedade não existirá e a caridade fraterna será despedida. É preciso que cada um vença as naturais dificuldades. Faça um esforço maior e consiga ter a superioridade necessária para não só suportar, mas compreender as diferenças alheias e conviver com elas.

Ser fraterno é viver pleno de alegria, de amor, de abundância e poder espiritual, buscando aprender a viver em harmonia com as leis do universo e percebendo que somos parte da natureza. Pessoas que vivem juntas em total e mútuo apoio abrem caminho para que as energias divinas fluam em suas vidas, gerando grande satisfação.

A fraternidade se verifica exatamente pelo fato de não buscarmos culpas, e tampouco culpados por divergências existentes na sociedade, mas sim, procurar com todas as forças intelectuais, divinas e humanitárias, contando sempre com a mais elevada compreensão, discernimento e, principalmente, inteligência, encontrar meios de unir os seres humanos, com o propósito de nos tornar repletos de fraternidade harmônica.
A fraternidade nos faz fortes e unidos. Faz com que os véus da enganação e do ressentimento caiam por terra. Estimula que ações positivas, que a humildade e a tolerância sejam diuturnamente praticadas, trazendo para o nosso meio o nobre sentimento do amor. Sejamos fraternos!

Fiquem em paz!

sábado, 2 de julho de 2011

O ANDARILHO - A VOZ DA SERRA - Publicado em 02/07/2011 - Descubra-se e permita-se.

Por várias vezes me coloco a ponderar o que faço de bom para mim mesmo. Busco entender o que tenho feito com o intuito de cuidar do meu bem mais precioso, que é a saúde, em suas três esferas — espiritual, mental e física —, e como devo agir para estimular o equilíbrio entre elas. Posso escolher o trabalho, e não a inércia. Posso optar pelo bem, e não pelo mal. Posso escolher o conhecimento, e não a ignorância. Percebo que, de qualquer maneira, eu deverei escolher e ser responsável pela minha escolha.

Com esta breve ponderação, meus pensamentos ficam intensos e minha fisiologia logo se altera. Sinto que fico alerta. Este estado é muito bom e favorável a que nosso íntimo se pronuncie e que estejamos atentos a ouvi-lo. Metaforicamente, é como se fosse aquele instante em que ficamos com nosso travesseiro. Exatamente ali estamos nós e a nossa consciência. Eu e eu. Você e você. Não há como fugir desse momento tão importante. Podemos escolher entre nos ouvir ou ignorar o que temos a aprender com nossas próprias experiências. Podemos analisar nosso dia e verificar o quanto poderíamos ter feito e optamos por não fazer. Temos a chance de lembrar de nossos pensamentos e perceber se agimos bem ou de maneira errada. Enfim, as escolhas nos são apresentadas novamente.
Recentemente passei por uma cirurgia e fiquei dois dias em um centro de tratamento intensivo. Naquele período não pude fugir, não tinha opção a não ser ficar comigo mesmo. Conscientemente iniciei uma análise de tudo que até ali me fora permitido experimentar, e o que havia escolhido nessas permissões. Busquei descobrir meu maior defeito e entender como poderia me dispor a corrigi-lo. Para tanto, decidi elencar pessoas que admiro e escolhi apreciar o estilo de vida de cada uma delas. Um exercício diferente, mas poderoso. Logo me deparei com uma face que covardemente escondo e fujo. Cheguei diante dela e não havia maneira de fugir ou me esconder. Então foquei nos exemplos de vida que elencara antes. Lembrei-me de como uma pessoa me ensinara tantas coisas em apenas 15 dias de intensa convivência, muito embora, antes mesmo de nascer, já fora tão importante para mim.
Nos últimos dias de permanência do meu pai neste plano, comunguei com ele preciosos instantes. Estava em férias e, por essa razão, ficávamos direto juntos. Fazia sua barba, tomávamos café da manhã, ficávamos pegando sol na varanda e conversando sobre tudo. Percebi que ele, nos momentos em que adormecia, na verdade buscava “aquele momento com o travesseiro”, para por em ordem as coisas antes de “viajar”. Quando acordava me dava exemplo de força e sabedoria para resistir às provações que a vida apresentava. Expunha suas fraquezas por preconceitos que teve ao longo da sua existência. Enfrentava as consequências de vícios que sustentou por um período da vida. 
Mas ele também cultivou a tolerância, de forma a compreender, aceitar, assumir responsabilidades, ter determinação e melhorar as circunstâncias externas. Então, como prova de amor, aceitou todos os tratamentos para que minha mãe, eu e minha irmã não sofrêssemos ao vê-lo tão frágil. Cultivou a beleza da vida mesmo tão próximo da morte. Exaltou sempre o amor pelo próximo. No sepultamento de seu corpo estavam presentes desde os mais humildes amigos até aqueles que ocupavam cargos de expressão na sociedade, num resumo do que foi sua vida.
Com essas lembranças, constatei que o meu maior defeito estava identificado e era importante começar a polir aquela massa bruta interna, aprendendo a me adaptar à pressão externa, sem deixar que ela interferisse em minhas atitudes. Percebi que devo ser pró-ativo, mas pensando antes de agir, buscando conhecer o que me torna ignorante, impuro e rude. Devo fazer com habitualidade algo que toque o coração das pessoas. Agir de forma livre e com alegria no coração. 
Todas essas ações, na verdade, compõem uma lista que deverá me acompanhar ao longo da vida. Devo a cada dia buscar o melhor de mim, e a cada oportunidade que tiver de estar diante da face que covardemente escondia, perceber sua mudança, reconhecer quando isso não ocorrer e me empenhar para que a evolução seja uma constante. E esse exercício deve ser cotidiano e consciente.
Fiquem em paz!